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MINHA HISTÓRIA

Simone Regina de Oliveira Rodrigues (Raaj)

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Pesquisadora Somática | Criadora do Método Raaj | Personal da Sexualidade Funcional

​

Pouso Alegre - MG - Brasil

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Uma trajetória construída entre estudo, prática, observação e investigação do corpo humano.

Meu trabalho nasceu de uma pergunta que me acompanhou durante anos:

quanto do que vivemos no corpo realmente compreendemos?

Essa pergunta deu início a uma investigação que atravessou diferentes áreas do conhecimento e, progressivamente, se transformou em uma metodologia própria de educação somática e sexualidade funcional.

O INICIO: QUANDO A INQUIETAÇÃO SE TORNOU CAMINHO

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Minha história não começou com um título.

Também não começou com um método pronto.

Começou com uma inquietação.

Desde muito cedo, eu observava algo que ainda não sabia explicar: pessoas podiam compreender muitas coisas intelectualmente e, ainda assim, permanecer desconectadas daquilo que acontecia no próprio corpo.

Eu percebia tensões que se repetiam.

Respirações que mudavam diante de determinadas situações.

Movimentos que endureciam.

Respostas que pareciam acontecer antes mesmo de uma decisão consciente.

Dificuldades relacionadas ao prazer que nem sempre pareciam começar no prazer.

E comecei a perceber uma coisa que se tornaria fundamental em toda a minha trajetória:

o corpo participa da experiência humana muito antes de conseguirmos explicar racionalmente o que está acontecendo.

Ele respira.

Contrai.

Relaxa.

Interrompe.

Acelera.

Evita.

Protege.

Responde.

Naquela época, eu ainda não tinha uma metodologia para organizar essas observações.

Tinha perguntas.

E foram essas perguntas que começaram a definir o meu caminho.

Modelo de anatomia humana

QUANDO AS RESPOSTAS EXISTENTES NÃO ERAM SUFICIENTES

À medida que comecei a estudar, percebi que diferentes áreas explicavam partes importantes do funcionamento humano.

Mas eu queria compreender as relações entre essas partes.

O que acontecia com a respiração quando o corpo entrava em tensão?

Como o tônus muscular interferia na percepção?

O que o sistema nervoso tinha a ver com presença, segurança e resposta corporal?

Por que determinadas respostas se repetiam mesmo quando a pessoa conscientemente desejava agir de outra maneira?

E o que acontecia com a sexualidade quando tudo isso funcionava junto?

Foi aí que minha investigação começou a atravessar diferentes campos de estudo relacionados ao corpo, ao movimento, à percepção, à fisiologia, à psicomotricidade, ao sistema nervoso e à sexualidade humana.

Eu não procurava uma técnica para reproduzir.

Procurava compreender o funcionamento.

Essa diferença orientou tudo o que veio depois.

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O CORPO REAL SE TORNOU O CENTRO DA INVESTIGAÇÃO

O estudo trouxe conhecimento.

A observação trouxe perguntas que os livros, sozinhos, não conseguiam responder.

Passei a observar o organismo em funcionamento.

Respiração.

Tônus.

Movimento.

Tensão.

Sensibilidade.

Percepção.

Coordenação.

Ritmo.

Respostas de proteção.

Capacidade de relaxamento.

Presença.

Prazer.

Ao longo dos anos, percebi que muitos fenômenos tratados separadamente podiam estar profundamente relacionados.

Uma alteração na respiração modificava o movimento.

Uma tensão modificava a percepção.

A antecipação modificava a resposta.

O medo modificava o tônus.

A falta de percepção dificultava a possibilidade de regulação.

E comecei a compreender que não fazia sentido estudar sexualidade isolando-a do restante do organismo.

A sexualidade também acontece dentro de um corpo inteiro.

Essa compreensão mudaria definitivamente a direção da minha pesquisa.​

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MAIS DE 60 MIL HORAS DE ESTUDO, PRÁTICA E OBSERVAÇÃO

Minha trajetória foi construída ao longo de décadas de dedicação contínua.

Somando estudo, prática, investigação e observação do funcionamento corporal, essa trajetória ultrapassa 60 mil horas de dedicação.

Esse número não representa um único curso, uma única formação ou uma credencial acadêmica.

Representa tempo acumulado de investigação.

Horas estudando.

Horas praticando.

Horas observando.

Horas comparando respostas.

Horas revendo hipóteses.

Horas percebendo que determinadas explicações precisavam ser reformuladas.

E, principalmente, horas tentando compreender uma pergunta que continuava presente:

o que o corpo está realmente fazendo?

Com o tempo, deixei de procurar apenas respostas para fenômenos isolados.

Comecei a procurar relações.

Foi dessa investigação acumulada que uma estrutura começou a aparecer.

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QUANDO AS PARTES COMEÇARAM A FORMAR UM SISTEMA

Em determinado momento da trajetória, algumas relações começaram a se repetir com clareza.

Respiração não estava separada de tônus.

Tônus não estava separado de movimento.

Movimento não estava separado de percepção.

Percepção não estava separada do sistema nervoso.

E nenhuma dessas dimensões estava realmente separada da maneira como uma pessoa experimentava o próprio corpo e a própria sexualidade.

A investigação começou, então, a deixar de ser apenas uma coleção de observações.

Ela começou a formar uma lógica.

Passei a organizar princípios, sequências, práticas e formas de observação que permitissem trabalhar essas relações de maneira progressiva.

O foco deixou de ser simplesmente “o que fazer”.

Passou a ser:

“o que o organismo precisa aprender para conseguir responder de outra maneira?”

Foi nessa mudança de pergunta que uma metodologia começou a tomar forma.

O NASCIMENTO DO MÉTODO RAAJ

O Método Raaj não nasceu pronto.

Ele foi sendo construído a partir da organização progressiva de tudo aquilo que vinha sendo estudado, observado, testado e compreendido.

A proposta passou a integrar elementos que anteriormente eu encontrava frequentemente separados:

respiração, movimento, toque, vocalização e atenção, dentro de uma estrutura de aprendizagem somática funcional.

O corpo deixou de ser tratado apenas como lugar onde um problema aparece.

Passou a ser compreendido como um sistema capaz de perceber, aprender, adaptar e reorganizar respostas.

Foi dessa construção que nasceu o Método Raaj.

Uma metodologia de educação somática funcional desenvolvida para investigar e trabalhar a relação entre corpo, percepção, regulação e sexualidade humana.

Não como promessa de resultado imediato.

Não como erotização.

Não como performance.

Mas como aprendizagem corporal progressiva.

O que começou como uma inquietação havia se transformado em método.

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QUANDO O MÉTODO DEU ORIGEM A UM CAMPO DE ATUAÇÃO

À medida que a metodologia se estruturava, surgiu outra questão:

quem estaria preparado para conduzir esse tipo de aprendizagem?

Trabalhar com sexualidade funcional exigia mais do que conhecer exercícios.

Era necessário compreender corpo, limites, percepção, segurança, respiração, tônus, movimento, comunicação e ética.

Foi dentro dessa necessidade que comecei a estruturar o campo profissional do Personal da Sexualidade Funcional.

Uma atuação educativa voltada à compreensão e ao desenvolvimento da sexualidade a partir do funcionamento corporal.

Esse campo nasceu dentro da própria evolução do Método Raaj e se tornou um dos seus desdobramentos profissionais.

Hoje, minha própria atuação reúne duas dimensões centrais:

a pesquisadora, que investiga e desenvolve conhecimento; e a profissional, que transforma esse conhecimento em educação corporal aplicável.

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DA INVESTIGAÇÃO A UMA ESTRUTURA EDUCACIONAL

Com o amadurecimento do Método, a pesquisa deixou de existir apenas na minha prática pessoal.

Ela começou a se transformar em uma estrutura educacional.

Vieram os protocolos.

Os treinamentos.

Os programas progressivos.

Os materiais de estudo.

As obras autorais.

A formação profissional.

E a Academia Somática RaajFlow, criada para organizar esse conhecimento dentro de uma jornada contínua de desenvolvimento.

Cada uma dessas construções possui sua própria finalidade.

Mas todas nasceram da mesma origem:

compreender o organismo para ensinar o organismo.

O que começou como uma pergunta tornou-se um campo contínuo de pesquisa, desenvolvimento e educação.​​

MÉTODO RAAJ - SEXUALIDADE FUNCIONAL

MEU PROPÓSITO

Meu propósito é tornar o funcionamento corporal mais compreensível.

Quero que uma pessoa consiga observar o próprio corpo com mais clareza.

Reconhecer seus sinais.

Perceber seus padrões.

Compreender suas respostas.

Desenvolver recursos para regulá-las.

E construir uma relação mais consciente com a própria sexualidade.

Meu trabalho não busca transformar o corpo em espetáculo.

Busca transformá-lo em fonte de informação e aprendizagem.

Por isso, continuo pesquisando.

Continuo observando.

Continuo revisando.

Continuo desenvolvendo.

Porque uma metodologia viva não deveria existir apenas para repetir aquilo que já sabe.

Ela precisa continuar fazendo perguntas.

O QUE PERMANECE COMO PRINCÍPIO

Depois de décadas de investigação, alguns princípios passaram a orientar tudo aquilo que desenvolvo:

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1. O corpo precisa ser compreendido em contexto.
Uma resposta corporal não acontece isoladamente.

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2. Função vem antes de performance.
O objetivo não é ensinar alguém a representar uma resposta, mas desenvolver recursos para que o organismo funcione melhor.

​

3. Percepção é parte da aprendizagem.
É difícil regular aquilo que ainda não conseguimos reconhecer.

​

4. Segurança participa da resposta corporal.
Respiração, tônus, atenção e sistema nervoso influenciam diretamente a maneira como o organismo responde.

​

5. Técnica sem compreensão é limitada.
Uma prática ganha sentido quando a pessoa compreende o que está observando e desenvolvendo.

​

6. Sexualidade não precisa ser erotizada para ser estudada.
Ela pode ser abordada de maneira educativa, funcional, responsável e respeitosa.

​

7. Ética não é complemento.
Consentimento, limites, neutralidade e respeito fazem parte da própria estrutura do trabalho.

SIMONE REGINA DE OLIVEIRA RODRIGUES (RAAJ)

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PESQUISADORA SOMÁTICA E CRIADORA DO MÉTODO RAAJ 

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Minha história não é a história de uma resposta que apareceu pronta.

É a história de uma pergunta que permaneceu tempo suficiente para se transformar em investigação.

Da investigação vieram observações.

Das observações surgiram relações.

Das relações nasceu uma estrutura.

Da estrutura nasceu o Método Raaj.

E do Método surgiram programas, obras, protocolos, uma academia e um campo profissional dedicado à sexualidade funcional.

Depois de mais de 60 mil horas entre estudo, prática e observação, continuo trabalhando a partir do mesmo princípio que iniciou essa trajetória:

antes de tentar modificar uma resposta, precisamos compreender o organismo que está produzindo essa resposta.

É esse organismo que continuo investigando.

E é esse conhecimento que transformo em educação.

MÉTODO RAAJ INTERNACIONAL

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Escolha seu idioma

Os fundamentos permanecem os mesmos.
A comunicação é adaptada para diferentes públicos.

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NOTA ÉTICA DO MÉTODO RAAJ

O Método Raaj possui finalidade educativa e somática.

Seus conteúdos abordam corpo e sexualidade humana sob uma perspectiva funcional, responsável e não erotizada.

O trabalho não substitui diagnóstico, acompanhamento ou tratamento médico, psicológico, fisioterapêutico ou de outros profissionais de saúde quando necessários.

Consentimento, limites, respeito, segurança e responsabilidade são princípios fundamentais de toda a metodologia.

MÉTODO RAAJ - OBRA AUTORAL PROTEGIDA

UMA METÓDOLOGIA ORIGINAL, CONSTRUIDA, ORGANIZADA E REGISTRADA COMO OBRA AUTORAL.

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O Método Raaj e seus materiais integram uma produção intelectual desenvolvida por Simone Regina de Oliveira Rodrigues, reunindo conceitos, estruturas educacionais, conteúdos, práticas e sistemas de organização próprios da metodologia.

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A obra possui registro autoral no Brasil e seus conteúdos são protegidos nos termos da legislação aplicável e dos instrumentos internacionais de proteção aos direitos autorais.

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A reprodução, distribuição, adaptação ou utilização total ou parcial dos materiais protegidos deve respeitar os direitos de sua autora.

Autoria: Simone Regina de Oliveira Rodrigues
Método Raaj - Educação Somática Funcional Aplicada à Sexualidade Humana

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